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Ajustando a Autopercepção

Assisti ao vídeo da Gabi Oliveira - Baixa Autoestima Intelectual / Síndrome da Impostora (vídeo abaixo), onde Gabi tem uma sacada genial ao explicar esses fatores num cruzamento de gênero e raça.

E poderia pensar um cem números de exemplos para essa questão, mas prefiro voltar-me a minha própria vivência.

Eu era péssima aluna e hoje compreendo que a culpa nunca foi minha. Mas muito cedo entendi que se eu queria ir contra um sistema opressor, precisava estudar, porque ali era um dos lugares que me fizeram acreditar que não era meu. Estudei por rebeldia, dou sequência porque tomei gosto mas ainda hoje vejo em mim uma dificuldade considerável em dividir o mesmo espaço com pessoas que julgo serem melhores que eu.

Meu trabalho permite-me ter contato com intelectuais negros e negras e durante um tempo essa possibilidade me assombrava. Muito provavelmente eu não teria dado conta de bancar esse lugar se fossem intelectuais brancos e nem vou explicar os motivos porque meu post se destina a quem sente na pele o que estou falando.

Mas fato é que são esses intelectuais, negros e negras, que me trouxeram o conforto na partilha, a segurança no saber e a esperança por não tê-los como entidades mitológicas, semi deuses, como as instituições de ensino nos (des) ensina.

Tem coisas que só uma pessoa negra entende e uma delas com certeza é que somos nós, de maneira coletiva, interligada, que nos curamos das nossas mazelas.

 

Laila Carolina Resende

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