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Batalha à flor da pele

O recorte da luta assume um tom ainda mais desafiador quando se trata da realidade da mulher negra.

A psicóloga Laila Resende, de 33, que tem o trabalho desenvolvido com foco na saúde mental dessas mulheres, levanta algumas reflexões. “Ser mulher negra é mais desafiador. Enquanto as mulheres brancas estão lutando contra tipos de opressão como machismo e misoginia, nós ainda temos que combater racismo. É precisar lutar, no mínimo, duas vezes mais”, afirma Laila.
Mudar um cenário que vai além da luta por direitos considerados comuns ao público feminino impõe desafios. “Meu trabalho dá suporte à saúde mental das mulheres negras, diante desse quadro apresentado de racismo, machismo e misoginia. Contra essa combinação, é difícil manter uma saúde mental muito equilibrada sozinha” acrescentou.
Segundo dados de estudo elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a mortalidade de mulheres negras aumentou em 22% entre 2005 e 2015, chegando à taxa de 5,2 mortes para cada 100 mil mulheres negras.

Larissa Ricci

Maria Irenilda Pereira

postado em 08/03/2018 06:00 - Portal UAI

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