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Por dias mais amarelos

Setembro é o mês mundialmente conhecido pela prevenção ao suicídio. Conselhos, ONGs, grupos, entidades investem considerável energia no combate a este que, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) tornou se um problema de saúde pública. Trata se da segunda causa de morte de pessoas de 10 a 24 anos. Ainda de acordo com a OMS a cada 40 segundos uma pessoa comete suicídio. E para cada suicídio, ocorrem 11 tentativas, totalizando 800 mil mortes por ano. A estimativa é que em 2020 este número chegue a 1,2 milhões de casos.

Para alguns grupos sociais (LGBT’s, negros, indígenas) essa taxa é ainda maior.

Dados recentes do Ministério da Saúde apontam que adolescentes negros têm maior chance de cometer suicídio no Brasil. O estudo está na cartilha Óbitos por Suicídio entre Adolescentes e Jovens Negros, lançada pelo Ministério da Saúde em 2018. Enquanto o índice de mortalidade por suicídio de jovens e adolescentes brancos permaneceu constante no período de 2012 a 2016, entre a população negra com a mesma idade o número aumentou em 12%. O risco é ainda maior entre jovens na faixa etária de 10 a 29 anos, e os números mais relevantes quando se trata de jovens e adolescentes negros do sexo masculino. A probabilidade de suicídio é de 50% maior neste grupo se comparado a jovens e adolescentes brancos na mesma faixa etária.

O assunto que já foi tabu, ainda encontra grande resistência social e até mesmo entre profissionais da saúde mental. A questão é complexa e justamente por isso não há possibilidade de darmos a ele uma resposta simplista. No entanto, é preciso falar. E principalmente considerar os impactos nocivos que o racismo gera e que afetam significativamente a saúde mental dos negros e negras podendo levar a diversas formas de sofrimento mental culminando no suicídio.

Diferente do que se propaga, falar sobre suicídio não aumenta o risco do número de casos. Ao contrário, o silêncio é um dos fatores que contribuem para que o números se alastrem. Discutir o assunto, pensar nos fatores que levam a ele, mover as informações é a melhor ferramenta para se diminuir estes índices.

Contatos úteis:

Centro de Valorização da Vida – CVV

Telefone: 188 (ligação gratuita) ou www.cvv.org.br para chat, Skype e e-mail.

Serviços de Saúde

CAPS e Unidades Básicas de Saúde (Saúde da família, Postos e Centros de Saúde).

Emergência

SAMU 192, UPA, Pronto Socorro e Hospitais

Laila Carolina Resende

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